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Made in Excertos de um Livro por Escrever
A palavra perdida combina um bocadinho comigo, para ser sincera.
No meio da minha confusão, descobri que todos à minha volta têm um dom, uns cantam, outros dançam, aqueles e alguns cozinham, há quem tenha o dom de salvar pessoas, há quem tenha o dom de inventar, de criar, de reinventar, mas eu nunca soube ao certo qual era o meu dom, apenas sabia que nenhum dos anteriores se aplicava a mim. Até que um dia, sem que nada o fizesse prever, a minha melhor amiga, a outra metade de mim, olhou-me nos olhos e disse qualquer coisa como "Tu tens o dom da palavra, devias apostar nisso". Apesar de eu saber que tinha algum jeito com as palavras e de muitas pessoas já me terem dito que escrevia bem, nunca ninguém me tinha dito que eu tinha o dom da palavra e isso para mim foi inspirador ... Foi nesse momento que eu entendi que podia nem dar em nada, mas iria começar a explorar o que o outro eu disse ser o meu dom.
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Esta lengalenga toda tem um propósito, além de vos dar uma plena tormenta sobre o meu dom.
O Afonso não foi apenas o amor da minha vida, ele foi a ferramenta para eu desistir de mim, ele foi a minha lição plena sobre amar alguém. Não por saber o que é amar alguém perdidamente mas sim por saber o quão ridículo é, uma pessoa ser capaz de se amar tão pouco ao ponto de desistir dela própria no caminho para amar outra.
E as pessoas não param de me perguntar como é que ele ainda consegue ser tanto para mim, e eu sempre vou responder
E as pessoas não param de me perguntar como é que ele ainda consegue ser tanto para mim, e eu sempre vou responder
"Ele é a minha tatuagem a ferro, o lembrete diário sobre eu ser quem sou hoje. Fez de mim uma tempestade de Inverno. Mas sabem o melhor de tudo? Adoro tempestades de Inverno, quer esteja em casa confortável, quer esteja na rua, no meio dela. E agora? Entendem?
Entendo que não consigam. Um dia lanço um livro e explico tudo.
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O descobrir do eu sem ti mas depois da tua presença. Uma descoberta lenta, dolorosa mas sábia.
Entendo que não consigam. Um dia lanço um livro e explico tudo.
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O descobrir do eu sem ti mas depois da tua presença. Uma descoberta lenta, dolorosa mas sábia.
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